. Cada VINIL uma história! - Rock Blues
junho 22, 2021

Rock Blues

Ribeirão

Vamos falar de “Nós”

Fala galera! Dadas às apresentações na coluna anterior, vamos falar de discos e suas recordações.

Como sou natural da região, escolhi começar com uma banda de Ribeirão Preto que arrebentou no final dos Anos 80 e nos Anos 90. Refiro-me ao Grupo Nós.

Tenho comigo dois discos [Nós, gravado em 1988 e Estranho Lugar, que acredito ter sido na sequência]. Quer der uma busca no YouTube encotrará digitalizado, o Rasante, de 1980 – muito bacana por sinal.

Falando desses dois que tenho em meu arquivo, acredito que o segundo foi mais trabalhado nas emissoras de rádio e TV. “Fui Eu Quem Quis Assim” se tornou um hit e até hoje é cantada em shows. Foi regravada por muita gente. Sendo sincero, curto muito ‘Outra Chance’, uma versão de ‘Second Chance’. Pode soar meloso, mas é muito bacana.

Mas como sempre digo, cada música, cada disco tem uma história. Do Nós tenho algumas.

A primeira é com relação a “Fui Eu Quem Quis Assim”. Sabia que a letra era do Gordo e Reo, dois caras que eu curtia muito com a banda Tao no saudoso Paulistânia, do amigo Durval.

Sabia quem era os caras, mas nunca tinha tido algum contato. Há alguns anos tive a oportunidade de conhecer e conversar com o Gordo e externar toda minha admiração pelo trabalho dele.

A segunda é sobre os shows do Grupo Nós. Brother, eram ‘showzaços’. Os caras abocanhavam uma verdadeira multidão. Além das boas músicas e hits da época, era uma banda performática.

Tenho ainda nas lembranças os bailes na minha Batatais. Era um ou duas vezes ao ano que o Nós aparecia e todo mundo dava um jeito de ir. Depois, vi com mais frequência aqui em Ribeirão Preto. Quem foi aos carnavais do Ipanema Clube com certeza vai recordar da banda no ginásio com muito rock.

Ficava de cara com a performance de Jump (Van Halen). Aquele fogo saindo das latinhas de spray. Hoje pode até parecer pouco, mas na época impressionava [tem também no YouTube, vale ver]. Era sempre o desfecho do show e o Nós mandava bem!

Fica aqui meu respeito, admiração e reconhecimento por Henrique Bartsch, João Jonhy Oliveira, Ferpa, André Barbieri, Gê e Ricardo. Essa a formação da qual me refiro, mas sei que muita gente boa passou e deu sequência ao trabalho. Vocês foram foda!

Até a próxima.