. “Rawer Than Raw” - Grammy Award de “Melhor Álbum de Blues Tradicional” - Rock Blues
junho 24, 2021

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“Rawer Than Raw” – Grammy Award de “Melhor Álbum de Blues Tradicional”

Nesse último final de semana Bobby Rush ganhou o Grammy Award de “Melhor Álbum de Blues Tradicional” com o seu álbum acústico “Rawer Than Raw”. Rush já havia levado pra casa o Grammy Award em 2017 com seu álbum “Porcupine Meat”.
Lançado no dia 28 de agosto de 2020, com apenas a voz, guitarra, gaita e os pés, Rush te convida para uma jornada ao blues clássico homenageando os grandes nomes do blues Skip James e Robert Johnson e seus contemporâneos Howlin 'Wolf, Sonny Boy Williamson II e Muddy Waters com quem transitou no cenário musical dos anos 50 e 60, além de trazer cinco faixas inéditas. O álbum foi gravado em Jackson em sua própria gravadora “Deep Rush Records” com o produtor e engenheiro Randy Everett. Lançado logo depois de “Sitting On Top Of The Blues”, de 2019, “Rawer Than Raw” está intimamente ligado em estilo do álbum “Raw” de 2007.
“Down In Mississippi” abre o álbum com uma grande energia, celebrando a visita ao estado de Magnolia. “Hard Times” é uma versão de Rush para “Hard Time Killing Floor Blues" de Skip James. “Let Me In Your House” traz a malicia do blues onde Bobby tenta persuadir uma a garota a deixá-lo entrar: “Se eu não consigo dormir na sua cama, deixe-me dormir no seu chão”. “Smokestack Lightning" e “Shake It For Me" são canções gravadas por Howlin 'Wolf, a quem Bobby tem muita admiração. “Sometimes I Wonder” é uma reflexão sobre o processo de envelhecimento. “Don't Start Me Talkin '”, sucesso de 1957 de Sonny Boy Williamson II. “Let's Make Love Again" traz uma gaita cortante e afiada. “Honey Bee, Sail On", de Muddy Waters, é uma versão suave acompanhada de uma batida de pé quase imperceptível. “Garbage Man” é uma canção divertida que Rush dedica para sua mulher que o trocou pelo lixeiro. “Dust My Broom” encera o álbum homenageando Robert Johnson, mas referenciado à famosa versão de Elmore James. Bobby conheceu Elmore em 1947, quando tinha 14 anos de idade e entrava sorrateiramente em uma casa de show com um bigode falso.
Fiquem com “Down in Mississipi”, aumenta o som, fechem os olhos e viaje junto com Bobby Rush.