. Referência do jornalismo rock brasileiro, Fabio Massari apresenta o seu novo livro, 84: O álbum inglês. - Rock Blues
junho 22, 2021

Rock Blues

Ribeirão

Referência do jornalismo rock brasileiro, Fabio Massari apresenta o seu novo livro, 84: O álbum inglês.

“Em 1984, aos 19 anos, Massari partiu para uma temporada em solo inglês. O seu destino foi Bournemouth, uma cidade a 170 quilômetros de Londres, famosa por receber estudantes de todo o mundo que buscam suas escolas de inglês para estrangeiros. Massari foi um deles. Depois de largar a engenharia, mas antes de iniciar a graduação em comunicação social, um intermezzo fundamental na decisão do caminho a seguir.

O que o leitor vai encontrar nesse 84, portanto, é a pré-história do profissional. Durante esse intercâmbio, o principal “aprendizado” ocorreu bem longe da sala de aula: dos pubs aos clubes underground, dos palcos mitológicos (Hammersmith Odeon) aos grandes estádios (Wembley), uma vivência rica e que provocou efeitos duradouros. Sete meses que nunca saíram da sua lembrança. Aproveitando a agenda musical da sua cidade-base, mas também se deslocando para outras localidades – Liverpool, Southampton, Poole e Londres, claro –, Massari fez uma imersão no cenário britânico (e mundial, afinal todas as turnês passavam por lá).

Entre revelações e medalhões, uma lista robusta e deliciosa: Indians in Moscow, Divine, Dead or Alive, David Gilmour, Motörhead, Jethro Tull, Dio, Simple Minds, The Psychedelic Furs, Elton John, Kool & The Gang, Big Country, Bob Dylan, Santana, Roger Waters, Ozzy Osbourne, AC/DC, Accept, Gary Moore, Ultravox, OMD, Iron Maiden e muitos outros.   Ah, um desvio italiano para ver o Yes em Milão. E teve Zappa, obviamente.

Misturando memória e colecionismo, o Reverendo relembra todos esses shows, compartilhando com o leitor os ingressos, os programas das turnês, as fotos e as camisetas que guardou até hoje. Sabe aquela sensação de ver o álbum de viagem de um amigo, com ele ao seu lado contando as histórias por trás das fotografias? A experiência desse 84 recupera muito desse espírito. (Além de revelar que o colecionista já existia antes do radialista/jornalista.

Um hábito, aliás, que ele já tinha antes de viajar para a Inglaterra: “Sempre tive fascínio por arquivar, registrar… os discos, os recortes etc”, ele salienta.)

Atenção especial aos clubes. Do Upstairs at Eric’s (com direito a carteirinha de sócio!) ao Gaumont Theatre, do Alcatraz ao Winter Gardens, um roteiro repleto de história, mas também pessoal e afetivo.

Ou seja, você vai encontrar os dados e datas, sem deixar de ser presenteado com impressões ou observações que muitas vezes miravam algo que não acontecia necessariamente no palco. E essas micro-histórias fazem toda a diferença!O álbum inglês ainda inclui listas de discos, filmes e livros, que ajudam a compor o quadro cultural desse ano inesquecível. Além dos recortes de revistas, jornais e informativos que guardou, uma boa dose de pesquisa também foi necessária para finalmente colocar essas memórias no papel.

Um zine construído trinta e sete anos depois. Uma passagem do livro ilustra perfeitamente o sentido desse projeto: conversando com amigos, depois de ganhar um certo sete polegadas autografado, ele garantiu “a eles que um dia – na hora e para as pessoas certas – contaria essa história”. Pois é, essa hora chegou   O livro “84: o álbum inglês”, edição limitada, luxuosa, capa dura e um conteúdo que fará sua cabeça explodir, no melhor sentido possível., acompanha um PRESENTE EXCLUSIVO.”

Texto por Marcelo Veigas  

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