. Escolhe um disco!   - Rock Blues
agosto 4, 2021

Rock Blues

Ribeirão

Escolhe um disco!  

Cara pensa num desafio! Tá ai: -“Fabi, escolhe um disco pra gente falar sobre ele, um que você gosta muito ou que mais gosta”! Na semana passada mencionei meu amigo jornalista, cervejeiro e roqueiro, André de Jesus, o Andrezão, quando falei do Finis Seculorum. Até ai, tudo bem. Mas o Andrezão está com um projeto de podcast para falar sobre a história de discos, bandas e músicas.

O cara é estudioso, competente e tem condições de fazer esse projeto. O detalhe apenas é que ele me convidou para participar de um desses primeiros podcasts. Eu só teria que escolher um disco que gosto ou mais gosto. Desafio você escolher um entre dezenas.

Pra mim seria a mesma coisa que perguntar pra minha mãe qual filho ela mais gosta. Não tem essa. Você gosta de todos. Mas reforço: qual você escolheria? Pois bem, fui lá pro The Joshua Tree, do U2, voltei para o Brothers in Arms, do Dire Straits, bateu forte uma coletânea do Queen, pensei em Iron, AC DC, juro que até Roberto Carlos passou pela minha cabeça. Amo todos. No final fiquei entre os nacionais. Sou muito fã do rock nacional. E naquela peneira dolorosa defini que ficaria entre três bandas e seus os discos: Ira com Mudança de Comportamento, de 1985; Vivendo e Não Aprendendo, de 1986; e Isso é Amor, de 1999; Ultaje a Rigor com Nós Vamos Invadir sua Praia, de 1985; e RPM com Rádio Pirata ao Vivo, de 1986).

Depois percebi que tirando Isso é Amor, os demais são da mesma época. Escolhi Rádio Pirata ao Vivo. Não é o melhor disco, a melhor banda, mas tinha que escolher um e talvez a explicação para isso tenha sido o show. Naquela época foi um dos mais marcantes. Ah, um adendo: já disse aqui que o show do Camisa de Vênus foi o melhor daqueles anos. O show Rádio Pirata ao Vivo trazia além de um sucesso atrás do outro, efeitos e sistema de som que eram incomparáveis nacionalmente. Eu não tinha ido a shows internacionais ainda. Voltando… Fui em vários do RPM. E um, em particular, está gravado em minha mente. Acho que nunca tinha viajado sozinho e fui de Batatais para Sertãozinho, o que pra mim naquela época já era uma aventura. O show aconteceu no ginásio Docão. Fui com meu primo Júlio Bernardes, o Bandola, e curtimos como loucos alucinados cada momento. Foi um dos melhores momentos ao lado do meu primo – posteriormente perdemos contado pelos atropelos da vida, coisas que acontecem com todos nós. Acho que tudo por isso escolhi esse disco, mas confesso que poderia ter sido qualquer outro.

E você qual disco escolheria?